Recupero a carta do leitor Carlos J. F. Sampaio, hoje publicada no Público. Lança uma interessante discussão.

A carta segue transcrita tal como publicada.

Ajuda humanitária

A ajuda humanitária é uma causa nobre que deve ser regida com ética e rigor irrepreensíveis. É absolutamente inaceitável utilizar o pretexto da ajuda aos pobres em proveito próprio.

Recentemente vi na televisão o anúncio da partida de Lagoa de 3 ou 4 veículos todo-o-terreno, todos catitas, que iam atravessar África para levar umas esferográficas e umas coisitas mais para escolas da Guiné-Bissau.

O “jornalista” foi incapaz de perguntar o porquê daquele disparate de ir por terra. Qual a percentagem do valor do material a ser entregue no custo total da operação? Quanto custaria fazer chegar o material por via marítima, ou até mesmo por via aérea? Aqueles senhores foram fazer uma espécie de “Lisboa-Dacar” à custa das crianças pobres.

É completamente revoltante e estranho que tal não seja desmascarado. Que seja apresentado como um “bom exemplo” num telejornal.

CARLOS J. F. SAMPAIO

Esposende

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