O oportuno post O Novo Mundo da Rádio, assinado pela Susana, na Escola de Lavores, alertou-me para uma verdade que vale a pena discutir:

À excepção do Rádio Clube Português, as três rádios nacionais que acompanharam o PM à China (RDP, TSF e Rádio Renascença) fizeram-no com a qualidade de estúdio. Infelizmente não vejo a referência em nenhum blog de comunicação (ter-me-á passado despercebida ?) mas julgo que o facto deve ser assinalado. Agora, além do gravador e do microfone, também um computador é obrigatório na bagagem do jornalista de rádio. Perde-se em tempo (e muitas horas foram gastas em tentativas -muitas vezes frustradas-de envio por internet) mas ganha-se em qualidade.

De facto, também não dei conta de nenhum escrito sobre o assunto. Eu próprio não o fiz, e justifico. Dou por mim sistemática e literalmente abismado com a desinteressada iliteracia de uma esmagadora massa de jornalistas, numa lógica de impunidade reinante

Já tenho falado com muita gente sobre este tema (leia-se, jornalistas e relacionados) e nunca ninguém me soube convencer de que o aprender a fazer não é tanto uma obrigação como uma opção livre.

Da mesma forma, e no mesmo registo, ninguém me convence de que os abstractos técnicos (e aqui só me quero referir aos sonoplastas) não devem passar a ser titulares de uma Carteira Profissional de Jornalista, à semelhança do que se passa com os Repórteres de Imagem.

Para quando perceberem Senhores da Rádio que o futuro é hoje?

Advertisements