Ética & Deontologia


Encontrei este how_to_write_letters_to_the_media.pdf de 26 páginas (e adaptado ao caso norte-americano) na secção de downloads do Accuracy in Media.

Aos que estejam interessados (não devemos estar todos?) em escrever uma Carta ao Director ou ao Editor deixo aqui a tradução do essencial.

1. Ser legível – texto escrito a computador, espaço duplo; em caso de manuscrito, não apresentar gatafunhos

2. Ter noção da actualidade – uma carta pública exige ponderação, mas esperar uma semana talvez não seja o mais indicado

3. Ser breve – a lógica comercial “se não consegues vender o produto com três parágrafos, não vais conseguir com vinte”

4. Ser simples – frases breves, parágrafos curtos, verbos fortes

5. Ser construtivo – não condenar sem apresentar sugestões

6. Ser completo – justificar tudo o que se alega

7. Exigir uma resposta – a exigência deve ser clara, educada

8. Enviar uma cópia da carta ao jornalista que assina o artigo, dá voz/cara à peça, etc.. É um gesto de ponderação

9. Guardar cópias da carta enviada

10. Envio por Fax – não ultrapassar as duas páginas (aconselho o envio por email..)

11. Partilhar a razão de queixa com órgãos reguladores (Conselho de Redacção, Clube de Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas, etc..)

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Depois de uma reportagem sobre a violência criminosa na África do Sul, o histórico e governamental ANC acusou a britânica BBC de ser racista.

Jon Williams, o editor, responde.

O caso passado no jornal Público serve de exemplo de uma tendência que tenho vindo a observar em muitos “jornalistas” com quem me cruzo. É um alerta, antes de mais, e um sinal: a Internet, no jornalismo seguramente, não é tudo. Mas pouco ou nada se ouve de autocrítica.

Esta frase resume o tom do artigo The Media Love Young Hollywood, para ler no Accuracy in Media:

In a desperate cry for attention, today’s semi-celebrities show no shame, no modesty, and no remorse, in a never-ending attempt for media coverage. And the media comply

O tema vai estar em debate na Associação de Imprensa de Madrid.

A Legacy.com especializou-se no fornecimento de obituários online à indústria dos jornais. Acontece que – leia-se o New York Times de domingo passado e o Cyberjournalist.com de hoje – um grande esforço da empresa está a ser desviado para a monitorização de comentários ofensivos:

The company dedicates at least 30 percent of its budget, and 45 of its 75 employees, to catching the personal attacks and other inappropriate comments, nearly 200,000 in all, submitted each year.

Está a ser levado a cabo pela Federação Europeia de Jornalistas. Depois de respondido o inquérito deve ser enviado até 15 de Novembro para este email: sinjor@mail.telepac.pt.

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