Media & Arena Política


Assim escreve a jornalista São José Almeida no Público (subscrição necessária):

A agência LPM Comunicação pediu ao presidente da Assembleia da República acreditação no Parlamento com o estatuto de agência de comunicação, para ter acesso aos trabalhos e contactar directamente os deputados. O pedido inédito pode configurar uma estreia do lobbying em Portugal.

Venha a declaração de interesses.

Há mais, Paixão Martins, director da LPM, diz ao jornal:

Hoje há dois estatutos na Assembleia, explica, o dos cidadãos em geral, que é limitado e com espaços reservados, e o dos jornalistas, com mais liberdade de circulação e de abordagem dos deputados. Assim, o que a LPM quer, prossegue, é ter “um estatuto no Parlamento”. Mas adverte que o seu pedido não pode ser confundido com lobbying: “Lobbying é procurar influenciar decisões parlamentares, o que estamos a pedir não é isso, é para circularmos e pedirmos informação”.

Políticos, Jornalistas e Agências de Comunicação: a pirâmide infernal das democracias?

Admito que, de uma forma geral, a hipótese – que está a ser estudada por Jaime Gama, o Presidente da Assembleia da República (AR) – venha incomodar os jornalistas, sobretudo, os ditos repórteres parlamentares, habituados ao estatuto de exclusividade informativa.

Também me pergunto se não será melhor regulamentar fortemente a presença de Agências de Comunicação na AR, em vez de fechar os olhos a um relacionamento que terá sempre espaço e tempo para existir por vias indirectas, como almoços, jantares e reuniões entre as partes. Até certo ponto, são procedimentos legítimos: empresas procuram clientes.

E também me pergunto se as Agências de Comunicação estarão assim tão interessadas em assistir aos debates parlamentares e às reuniões das comissões especializadas e para quê?

O limite, parece-me, está em separar as águas entre a missão comercial e/ou publicitária das agências e a missão de serviço público dos jornalistas . Há que, sobretudo, distinguir de modo bem claro a noção de fonte de informação da de fonte de negócio. Daí que, assumidamente, o tal reivindicado acesso aos deputados não possa ser comparado com o dos jornalistas, se chamarmos ao jogo uma palavra simples: deontologia.

Daí que seja fundamental esta informação compilada pelo Público:

A LPM comunicação, fundada em 1986 por Luís Paixão Martins, possui 43 consultores, uma carteira de 35 clientes permanentes e factura mais de cinco milhões de euros/ano. Entre os políticos que já elegeu salienta-se as campanhas de José Sócrates e a de Cavaco Silva. Anteriormente, o trabalho da LPM tinha-se destacado ao fazerem a assessoria de Edite Estrela na Câmara de Sintra.

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O meu novo weblog dedicado aos temas internacionais. Tentativa de partilhar e de compilar as minhas leituras e “estórias” diárias.

"Criticism is good when it is constructive. The problem is when criticism decays into harping. All too often, useless criticism becomes an impulsive habit.

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No The Independent:

Ségolène Royal, the Socialist politician who is early favourite to be the next President of France, launched the world's first internet-led electoral campaign yesterday.

Compelling new evidence of a Cuban Communist role in the assassination of former president John F. Kennedy has come to light, but has received little attention in the U.S. media.

Para ler no Accuracy in Media, num – no mínimo – sugestivo artigo intitulado Did Castro kill Kennedy?