Rádio


Pretende ser o adeus às pilhas de cds e, sobretudo, ao tempo perdido a organizar playlists de Mp3.

O Slacker organiza listas com as bandas e com os estilos favoritos. As playlists ficam acessíveis em qualquer computador e, assim que seja lançado o Slacker Personal Radio Player – WiFi, Mp3, Wma, Vídeo – tornam-se fisicamente portáteis.

Reúne o melhor de sites como o Pandora com o princípio da rádio por satélite. Daí a chamar-lhe “rádio”…

O projecto está ainda em fase Beta e pouco funcional: quando o experimentei o streaming simplesmente não funcionava, mesmo depois de me ter registado como utilizador e sujeitar-me a levar com a inevitável publicidade.

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O oportuno post O Novo Mundo da Rádio, assinado pela Susana, na Escola de Lavores, alertou-me para uma verdade que vale a pena discutir:

À excepção do Rádio Clube Português, as três rádios nacionais que acompanharam o PM à China (RDP, TSF e Rádio Renascença) fizeram-no com a qualidade de estúdio. Infelizmente não vejo a referência em nenhum blog de comunicação (ter-me-á passado despercebida ?) mas julgo que o facto deve ser assinalado. Agora, além do gravador e do microfone, também um computador é obrigatório na bagagem do jornalista de rádio. Perde-se em tempo (e muitas horas foram gastas em tentativas -muitas vezes frustradas-de envio por internet) mas ganha-se em qualidade.

De facto, também não dei conta de nenhum escrito sobre o assunto. Eu próprio não o fiz, e justifico. Dou por mim sistemática e literalmente abismado com a desinteressada iliteracia de uma esmagadora massa de jornalistas, numa lógica de impunidade reinante

Já tenho falado com muita gente sobre este tema (leia-se, jornalistas e relacionados) e nunca ninguém me soube convencer de que o aprender a fazer não é tanto uma obrigação como uma opção livre.

Da mesma forma, e no mesmo registo, ninguém me convence de que os abstractos técnicos (e aqui só me quero referir aos sonoplastas) não devem passar a ser titulares de uma Carteira Profissional de Jornalista, à semelhança do que se passa com os Repórteres de Imagem.

Para quando perceberem Senhores da Rádio que o futuro é hoje?

Ao que parece, agora é de vez, assim o permita o Odeo. Ainda vai passar por uns retoques estéticos, mas já aí estão as palavras.

Para quem ainda não conhece, deixo aqui o meu gesto publicitário: a partir de amanhã, diariamente, Pó de Fm, o que fica no ouvido depois de assentar o pó das notícias. Podcast dos jornalistas da Antena 1, Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço. A rádio que vive na margem dos dias.

Como o prometido é devido, aí está: Pó de Fm, diariamente, o que fica no ouvido depois de assentar o pó das notícias. Podcast dos jornalistas da Antena 1, Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço. A rádio que vive na margem dos dias.

Está de regresso à rádio e, assim, está de regresso a rádio: em formato podcast, todas as manhãs, Francisco Sena Santos. Assim vai o mundo.

Acredito que vai dar que falar…  e, sobretudo, escutar.

Já tem um ano, está referenciado no Ponto Media e penso que há muita gente – não só – na redacção onde trabalho que devia ler e partir para a reflexão: Next generation Radio – Training Guide

A Sala de Prensa lança um desafio a jornalistas, produtores, locutores, professores e estudantes de jornalismo para que produzam os “clips radiofónicos” da Rádio SdP. Parece-me um projecto bem interessante: uma rádio para pensar em voz alta.

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