Sociedade do Conhecimento


mapa.JPGIdeia simples e genial de um excelente comunicador: Hans Rosling, professor no sueco Karolinska Institute, foi uma das presenças no Technology Entertainment Design 2007 (TED).

Este é um vídeo imperdível. No site do TED não faltam janelas de inovação.

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A inaguração da nova página electrónica do Ministério da Administração Interna (MAI), do weblog do ministro António Costa e a publicidade feita via YouTube lança algumas questões interessantes.

Estão lá os Rss Feeds, as Creative Commons, os Google Maps e a secção multimédia. Mas importa discutir um conceito de que deve depender – no meu entender – a nouvelle vague da ePolitik: a capacidade de gerar interactividade.

A existência de hiperligações é por si só, em qualquer site, o núcleo de diálogo com o que se justapõe, i.e, ponto de partida, de chegada e habilidade de gerar pontos que são simultaneamente de chegada-partida. Nesse capítulo, as ligações externas – órgãos de soberania nacionais e homólogos, bem como portais de interesse público – estão todos lá.

Também disponíveis: um motor de busca interno, a capacidade de descarregar documentos públicos. Apesar disso, importa um pormaior: e quanto à eficácia da interacção social? Quanto tempo demorará uma resposta a uma qualquer dúvida cidadã colocada por email? Querem fazer o teste?

Eu fiz a semana passada, com o Ministério da Justiça. Não utilizei qualquer tipo de método jornalístico, uma vez que o cidadão comum não tem acesso habitual ao gabinete e aos assessores.

Utilizei somente o comum email para me informar de estatísticas que são públicas (percentagem nacional mais recente sobre cidadãos absolvidos e condenados pelo crime de violação; queria comparar os dados nacionais com um relatório da ONU).

Demoraram apenas um dia, mas…. para me dizerem que “os dados do ano de 2005 são provisórios e que os dados de 2006 ainda não se encontram disponíveis”. Onde pára a digitalização?

O renovado site do MAI, apesar do bom sinal que lança, não entrega aos cidadãos a possibilidade de marcar a agenda do debate. A eEntrevista – JN e Antena 1 – apresenta-se como interactiva.

Apesar disso, as questões respondidas foram lançadas apenas pelos dois jornalistas e não pela inclusão do público no debate. Essa participação é remetida para os comentários. Sendo assim, o esquema é reactivo e não interactivo.

Debate com os partidos políticos , 26 de Março, das 17h30 às 19h30, Assembleia da República.

O artigo History and Science: the video games, no New York Times, relata a história da Second Story.

A empresa dedica-se a recontar a História baseada em formatos multimédia.

Ao que consta, o projecto do governo espanhol para a reforma da Lei da Sociedade da Informação  – em fase de consulta pública – autoriza aos juízes e autoridades administrativas o encerramento de sites e neles delega o poder de ordenar a retirada de conteúdos considerados criminosos.

A medida é contestada pelas associações de internautas: entendem que a medida vai facilitar o encerramento de sites.

O ministro da Indústria entende que este “mecanismo mais restritivo” é necessário para um controlo mais eficaz.
Em causa está quem pode encerrar as páginas: a lei de 2002 entregava esse poder a um genérico “organismo competente”; o novo projecto refere agora um “orgão jurisdicional ou admnistrativo competente”.

Para os rssdependentes (como eu…) suponho que seja sempre uma dor de coração – depois de encontrada AQUELA referência online – descobrir que, no fim de contas, o site não dispõe de tecnologia rss e que seremos obrigados a consultá-lo sistematicamente pelo tradicional surf de link em link.

Pois bem: se tal é penoso (e hoje incomportável) qualquer que seja a publicação, o cenário é ainda mais catastrófico quando falamos de publicações ou instituições intimamente dedicadas às temáticas… tecnológicas….

Exemplos aleatórios, mas representativos:

revista Exame Informática 

Museu Virtual de Informática

Loja Chip 7

Já para não referir as páginas electrónicas dos órgãos do Estado e da Administração Pública:

Presidência da República

Portal do Governo

Assembleia da República

Segurança Social

A lista, haja tempo e paciência para examinar, será (corrijam-me) infindável… Dará um bom exercício jornalístico…

E-government, um desafio simplex?

Uma boa questão lançada no artigo de John D. Halamka:

Which would you choose: a paper record that could be stolen without anyone knowing, or an electronic record that is highly secure but in theory might be compromised by a hacker?

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